domingo, 12 de abril de 2009

Braid, Braid, Braid...

Desde outubro do ano passado eu tenho visto esse nome como um excelente game, sendo cotado até para ser game indie do ano. Braid vendeu muito bem na rede XBox Live Arcade, e agora desponta no PC.

Olhe melhor...
A historia de Braid não é clara. Propositalmente o autor a deixou assim para que pensassemos a respeito. Mesmo que ver uma pintura, onde todos podem ter um entendimento diferente.

Mas em todos os seis mundos a indicação é clara. O Tim (personagem) fez alguma besteira muito grande, e está procurando um caminho para se perdoar.

Isso mesmo! Nesse game não existem demônios milenares ou alienígenas de qualquer espécie. Braid tenta unir poesia e conceitos artísticos em uma jornada rumo ao auto perdão.

Braid é um jogo para quem curte quebra-cabeças, um bom gráfico, e um clima um tanto artístico e denso. Possivelmente ele agrade a quem gostou do Ico (PS2), Okami (PS2), World of Goo, e outros games de quebra-cabeças.

Usando o tempo
O game se passa em mundos, como se fossem pedaços de diferentes cantos, todos pintados a mão, como se fosse uma grande pintura, onde você vai resolver situações para conseguir peças de vários quebra-cabeças, que juntos formam pinturas diferentes, um para cada canto (mundo) da casa do Tim, para que possa tentar entender o que está acontecendo, e tentar restagar uma tal "princesa" que ele tanto procura.

A maneira que você tem para resolver os problemas é que é o barato do jogo. Se voce pulou, correu, pegou uma chave (atemporal) e findou dentro de um buraco, basta segurar SHIFT e o jogo volta a ação em tempo real, como se você estivesse apertando a tecla de voltar no controle do seu DVD.

Então o personagem vai voltar no tempo e parar onde começou, ou seja, fora do poço. Só que como a chave é atemporal (não muda de posição se você recuar no tempo), ela continuará na sua mão, e com isso é só abrir a porta.

Os elementos atemporais são chaves, inimigos, plataformas, alavancas. Tudo para fazer voce pensar diferente, avançando e recuando no tempo, para conseguir resolver os problemas e seguir em frente.

Beleza gráfica
Contudo cada mundo tem uma maneira diferente de manipular o tempo (um dos mundos usa até sua sombra e a dos inimigos e itens pra resolver os problemas), então vai exigir um raciocínio diferente para cada situação. Alguns são um tanto complicados, e vão exigir que você pense por uma nova perspectiva.

No game não há morte. Se você morreu, basta segurar SHIFT novamente para que o tempo recue. O objetivo mesmo é você usar a cabeça e resolver os problemas dos seis mundos, e entender qual é o problema com o Tim.

---------

Tempo e perdão
Graficamente o game é muito bonito, as músicas são legais, mas ele é muito curto.

A história em si também não tem muita relação com os momentos dentro do jogo, e os problemas que voçê tem de resolver.

Somente quando você lê os livros, ou quando acha e monta os quebra-cabeças, é que você vai entendendo mais ou menos a coisa toda.

A estrutura que ele possui daria tranquilamente para abrigar o triplo de estágios que tem, e consequentemente mais horas de diversão e mistérios, que poderiam ser mais evidentemente ligados a cada mundo.

O preço é outro problema, pois para nós brasileiros fica ruim pagar os 15 dolares (32,00 reais) por ele, quando temos revistas vendendo jogos pela metade do preço, com muito mais tempo de jogo. Contudo ele não perde seu valor. Digo que o preço dele está no limite do que pode ser cobrado.

Também achei estranho ter levado 3 anos para ser feito, e ser tão curto.

Outra coisa que não deram ao Tim foi a capacidade de atirar pedras ou itens, o que enriqueceria mais ainda e tornaria os problemas mais complexos no passar do tempo.

E também ele possui um replay (vontade de jogar novamente) muito baixo. Tem uns desafios tipo speed run, onde voce é desafiado a fechar todo o estagio em um tempo definido. E também voce pode conseguir estrelas, para ver uma besteirinha de texto a mais no final, que não motiva você a jogar tudo de novo só por isso.

Faltou ao jogo oferecer a você a oportunidade de descobrir mais (com mini-games ou desafios complementares) da historia do Tim apos ter finalizado todo o jogo.

Mas no fim, Braid é um bom produto. Para sua categoria Indie (desenvolvedores independentes) ele está ótimo, e pelo que ele é, acredito que vale a pena você jogar.

Pede pouco do PC, roda automático em português, e está a venda no:

- green house
- steam
- impulse
- gamers gate


Vejo vocês no próximo mundo...